Saúde mental para profissionais da saúde em meio à Covid-19: sugestões e exemplos de iniciativas

Em meio a tantos desafios enfrentados durante a pandemia do Coronavírus, é importante atentar para a saúde mental dos profissionais de saúde. São eles que estão na linha de frente do combate ao vírus e é fundamental que recebam suporte para enfrentar esse momento. 

Neste artigo, vamos apresentar iniciativas que podem ajudar a orientar gestores públicos na estruturação de ações que deem suporte à saúde mental de suas equipes de saúde.

Atendimento online, redes de apoio locais e atenção à rotina de trabalho 

Importantes ações têm sido efetivadas em todo o país  para oferecer suporte emocional aos profissionais de saúde em meio à pandemia. Conheça algumas experiências e analise a possibilidade de utilizá-las ou adaptá-las à sua realidade local. 

1. Atendimento online gratuito focado em profissionais de saúde

Logo no início da crise do coronavírus, o  Conselho Federal de Psicologia permitiu o atendimento psicológico digital, possibilitando o suporte para a saúde mental sem a necessidade de contato físico. 

Com mais de 4 mil psicólogos voluntários, a Rede de Apoio Psicológico nasce como uma plataforma online  voltada para o atendimento psicológico dos trabalhadores da área da saúde durante a crise da Covid-19.  A iniciativa é gratuita, e os horários de atendimento são pontuais e disponibilizados para profissionais de qualquer canto do Brasil. Para ter acesso ao atendimento online, basta que o profissional realize o cadastro no site. A plataforma vai conectar o interessado a um dos psicólogos voluntários.

Outro grupo organizado para prestar o mesmo suporte é o Projeto Psicologia Solidária – COVID-19. O profissional de saúde preenche um formulário e é direcionado para um dos psicólogos voluntários que integra a rede. 

2. O município pode estruturar sua própria rede

Conselhos Regionais: há Conselhos Regionais de Psicologia em todos os estados do país. Clicando aqui  é possível acessar o site do conselho mais próximo e descobrir quais ações específicas estão sendo desenvolvidas na sua região e como elas podem ser direcionadas para o suporte aos profissionais de saúde. 

Criação de rede local: o município também pode mobilizar sua própria rede de apoio para dar suporte aos profissionais de saúde. O Hospital Universitário, em São Paulo, disparou em redes sociais um formulário para pré-cadastro de psicólogos voluntários. Essa prática pode ser replicada de forma proativa em municípios e direcionada para o atendimento de profissionais de saúde. Universidades públicas ou privadas da sua região, que contam com curso de Psicologia, também podem estabelecer parcerias com o município para oferecer apoio direcionado. 

3. Fiocruz pede cuidado com a rotina de trabalho 

Parte dos esforços para manutenção da saúde mental de profissionais de saúde diz respeito também à rotina de trabalho. A Fiocruz tem desenvolvido uma série de cartilhas para orientar iniciativas de proteção à Saúde Mental e Atenção Psicossocial durante a pandemia. Na edição dedicada a Recomendações para os Gestores, há orientações focadas nos trabalhadores de saúde, como, por exemplo:

  • Realização de treinamentos sobre uso adequado de EPI. A iniciativa é considerada uma premissa para a estabilidade emocional da equipe;
  • Garantir comunicação de boa qualidade e atualizações precisas das informações pode ajudar a atenuar as preocupações;
  • Cuidar para que existam espaços adequados para alimentação, descanso e água potável disponível para os trabalhadores; 

Acesse o conteúdo completo da cartilha da Fiocruz. As orientações para saúde mental de profissionais estão disponíveis a partir da página 9. 

O que os hospitais pelo país têm feito para a saúde mental de seus profissionais

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, criou espaços seguros para filhos de profissionais da saúde (4-14 anos) ficarem ao longo do dia, enquanto seus pais trabalham. 

Na prática, o hospital realizou parceria com duas escolas que ficam na mesma região que o hospital, organizou procedimentos de controle e higienização e está divulgando o pedido de voluntariado para jovens que possam fazer de 1-5 turnos por semana no local, realizando atividades lúdicas com as crianças/adolescentes. Essa é uma prática de apoio que, se realizada com os devidos cuidados de higiene, pode ser replicada para apoiar a atividade de profissionais da saúde.

Já o Hospital Universitário de Brasília (HUB) criou o Projeto Cuidar. Por meio dessa iniciativa, os profissionais que trabalham no hospital contam com auxílio e acolhimento que inclui atendimento psicológico e psiquiátrico presencial e online, envolvendo também massagem, reiki, atividades manuais para a reestruturação da rotina, relaxamento e alongamento.

Em busca de mais informações sobre organização da área de saúde diante da crise do coronavírus? Acesse mais conteúdos da plataforma CoronaCidades

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