Resultados do teste do Módulo 2 - Operacionalização, logística e administração da vacina

1. Com a limitação no número de doses de vacina contra a Covid-19 disponíveis para a população brasileira é necessário definir grupos populacionais para o recebimento das primeiras doses. Sobre os grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19, assinale a resposta verdadeira:

a) A definição de grupos prioritários considera critérios exclusivamente biológicos, por isso, idosos compõem este grupo.

RESPOSTA FALSA. Os grupos prioritários são definidos a partir de critérios biológicos, mas, sobretudo, epidemiológicos. Assim, são incluídos grupos populacionais com maior risco de infecção, bem como aqueles com maior risco de apresentação de formas graves das doenças.

b) Profissionais dos serviços de segurança não estão entre os grupos prioritários, uma vez que não são grupos vulneráveis.

RESPOSTA FALSA. Apesar de não estarem dentre os grupos elencados na primeira etapa da campanha de vacinação contra a Covid-19, os profissionais de segurança fazem parte do grupo de profissionais de serviços essenciais, portanto, fazem parte dos grupos prioritários para vacinação.

c) Pessoas maiores de 60 anos são grupo prioritário para vacinação contra a Covid-19 por estarem mais expostos ao vírus.

RESPOSTA FALSA. Idosos fazem parte dos grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19 por serem uma população com maior chance de desenvolver formas graves da doença. Adicionalmente, a primeira etapa da campanha de vacinação incluirá apenas aqueles residentes em instituições de longa permanência.

d) Dentre os trabalhadores da saúde, é possível que haja uma ordem de vacinação de acordo com a natureza do trabalho.

RESPOSTA VERDADEIRA. Frente à disponibilidade limitada de vacinas, o Ministério da Saúde recomenda ordenar a priorização conforme a realidade local, iniciando pelos profissionais de saúde que compõem as equipes envolvidas na vacinação, os que atuam diretamente na atenção/referência de casos suspeitos e/ou confirmados de Covid-19 e, por fim, os demais trabalhadores de saúde.

Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Informe Técnico: Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19. Brasília, DF, 2021. Disponível em: https://www.conasems.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Informe_Tecnico_Vacina_COVID-19.pdf. Acesso em: 18 jan. 2021.

2. A Coronavac, vacina desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, é o imunobiológico disponível para a primeira etapa da campanha de vacinação no Brasil. Sabendo que cada vacina requer procedimentos específicos para administração e conservação, sobre a Coronavac, assinale a resposta verdadeira:

a) Por possuir eficácia em torno de 50%, a vacina Coronavac não é recomendada para alguns grupos prioritários, como idosos, visto que não garante proteção contra a Covid-19.

RESPOSTA FALSA. No contexto de uma pandemia, a utilização de vacinas com eficácia como a da Coronavac representam uma ação fundamental, por garantirem a redução da propagação do vírus, e evitarem o agravamento da doença em pessoas infectadas, ocasionando na redução do número de hospitalizações e das taxas de morbimortalidade.

b) No momento da vacinação contra a Covid-19, os usuários devem ser orientados a atualizar seu calendário vacinal.

RESPOSTA FALSA. A administração simultânea de vacinas Covid-19 com outras vacinas do calendário vacinal não é recomendada. Na ausência de estudos que indiquem a segurança na coadministração, indica-se intervalo mínimo de 14 dias entre a administração da vacina Covid-19 e quaisquer demais vacinas.

c) Na ausência de disponibilidade da vacina Coronavac para a segunda dose, recomenda-se uso de outro tipo de vacina para completar o esquema vacinal.

RESPOSTA FALSA. O esquema vacinal completo deve ser realizado utilizando-se um único tipo de vacina, ou seja, de um mesmo fabricante. Assim, não é recomendado utilizar doses de laboratórios distintos (ex: 1ª dose Coronavac e 2ª dose Astrazeneca).

d) A vacina deve ser administrada via intramuscular, em esquema de duas (0,5 ml/dose) com intervalo entre doses de 2 a 4 semanas.

RESPOSTA VERDADEIRA. Estudos apontaram eficácia da Coronavac no esquema de duas doses, considerando o intervalo de 14 a 28 dias.

Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Informe Técnico: Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19. Brasília, DF, 2021. Disponível em: https://www.conasems.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Informe_Tecnico_Vacina_COVID-19.pdf. Acesso em: 18 jan. 2021.

3. No processo de vacinação da população, é importante que os profissionais envolvidos realizem uma breve anamnese para identificar condições que exigem atenção especial. Nesse sentido, assinale a resposta verdadeira:

a) Usuários que fazem uso de antiagregantes plaquetários devem suspender a administração medicamentosa antes da vacinação para evitar efeitos complicações da injeção intramuscular.

RESPOSTA FALSA. Usuários que fazem o uso de antiagregantes plaquetários devem ser orientados a manter a administração medicamentosa, que não contraindica a vacinação, visto que o uso de injeção intramuscular é considerada uma prática segura neste grupo.

b) De maneira geral, a vacinação de gestantes, puérperas e lactantes não é recomendada, tendo em vista ausência de estudos que avaliem segurança e eficácia nesse grupo.

RESPOSTA VERDADEIRA. Apesar de estudos conduzidos em animais não demonstrarem risco de malformações, a vacinação não é recomendada. Entretanto, para gestantes e lactantes pertencentes ao grupo de risco, a vacinação poderá ser realizada após avaliação de riscos e benefícios, em decisão compartilhada entre mulher e médico.

c) Portadores de doenças reumáticas imunomediadas (DRIM) não devem receber a vacina contra a Covid-19, independentemente do controle da doença, visto que os riscos, para estes sujeitos, se sobrepõem aos benefícios.

RESPOSTA FALSA. Pacientes com DRIM devem receber vacina com a doença controlada ou em remissão, com baixo grau de imunossupressão. A decisão sobre a vacinação, neste grupo, deve ser individualizada, considerando orientação de médico especialista.

d) Pacientes imunossuprimidos ou transplantados não devem receber a vacina contra a Covid-19, visto que os tipos de vacina disponíveis representam alto risco de efeitos adversos.

RESPOSTA FALSA. Considerando as plataformas em questão (vetor viral não replicante e vírus inativado) é improvável que exista risco aumentado de eventos adversos. A avaliação de risco benefício e a decisão referente à vacinação ou não deverá ser realizada pelo paciente em conjunto com o médico.

Referência:

BRASIL. Ministério da Saúde. Informe Técnico: Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19. Brasília, DF, 2021. Disponível em: https://www.conasems.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Informe_Tecnico_Vacina_COVID-19.pdf. Acesso em: 18 jan. 2021.

FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA – FEBRASGO. Recomendação Febrasgo na Vacinação de gestantes e lactantes contra COVID-19. Jan., 2021. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1207-recomendacao-febrasgo-na-vacinacao-gestantes-e-lactantes-contra-covid-19. Acesso em: 21 jan. 2021.

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